Fofa, sempre
Inofensiva, jamais
Tirinha pode assim, sem pontuação? Porque acho que deviam ter umas vírgulas aí, mas me dei essa liberdade poética de acreditar que só os espaços grandes entre as palavras já são suficientes. O que acham?
Demorei um pouquinho com esta edição da newsletter porque estava de mudança e a casa nova estava em obras e ainda por cima está se aproximando uma viagem que estou planejando há dois anos com minhas amigas (sem vírgula, para simular a falta de fôlego que me dá só de pensar). As coisas estão mais calmas agora, depois de dez visitas à Copasa e um ghosting do empreiteiro. Mas a ansiedade me agarrou de jeito nos últimos meses. Achei até que estava doente, mas os possíveis diagnósticos cogitados pela médica foram giárdia ou ansiedade, mesmo. Esse cara aqui adivinhou (com base em uma tirinha de 2020 que postei por aqui!):
A tirinha de hoje estava há tempos no meu bloquinho, quando fui digitalizar para colorir vi que era anterior até a esta aqui. Mas achei que agora era uma boa hora para lembrar que eu sou molinha, sempre fui, mas que também sou afiada (ou tento).
Achei essa imagem divertida, também. Vi há uns anos, no Facebook, a foto de uma mulher de biquíni com um pacote de Marlborão guardado desse jeito, enfiado na cordinha, e achei o máximo. Daí que começou a surgir essa ideia de guardar algo inusitado no biquíni ou no sutiã, algo pouco relacionado à feminilidade dessa peça, e finalmente veio a ideia da faquinha. Amo faquinha. Esses vídeos de bicho roubando faca e perseguindo as pessoas me deixam nervosa, mas morrendo de rir.

E enfim! Ser divertida é importante. Por isso, quebrei o jejum de newsletter com essa gracinha. Espero que gostem.
Como sempre, pode baixar e compartilhar as imagens! Só peço que dê meus créditos e, se possível, me marque ✨
Novidade
✸ Tive o prazer imenso de trabalhar com o meu amigo querido e autor premiadíssimo Jim Anotsu em um livrinho que é diferente de tudo o que já fiz até hoje. Apresento-lhes Os Caracujás!
Antes de as pessoas ocuparem todos os lados da Terra, viviam espalhadas por ela criaturas muito interessantes, como o Rei Tamanduá, a Onça Fantasma, a aranha Dona Alcina e também os Caracujás. Esses últimos eram um povo bem pequenininho, verdinho e com grandes olhos pretos, que viviam nas árvores e bebiam orvalho das folhas. Eram bastante apegados a suas tradições e pouco afeitos a novidades e invenções de moda.
Um dia, o ipê amarelo em que viviam Pequeno Caracujá e sua família foi destruído por uma tempestade e ele, que era o menor e menos verde de todos os Caracujás, precisou fazer o impensável: sair em uma aventura em busca de novas ideias e, com sorte, uma solução.
Me diverti demais ilustrando essa pequena grande aventura, que também é uma homenagem carinhosa às infâncias nos interiores do Brasil. Está disponível no site da Perabook Editora e também em todas as grandes livrarias virtuais.
PS: Quando virem uma árvore muito velha, lembrem de deixar nela fitinhas amarradas e pequenos objetos coloridos, para o caso de ainda viverem Caracujás por ali.
✸ Lancei uma tiragem limitada de 30 pôsteres em serigrafia da minha ilustração Teimar em Ver Beleza nas Coisas! Elas foram impressas em três cores — uma delas, esse dourado lindo das estrelinhas — pelo talentosíssimo Leandro Honda, da Motim.
Aqui dá pra ver mais fotos dos detalhes. O papel é Opalina 240g e as medidas são 46x64cm (grandão). Custam R$150 + frete.
Quer um? Manda um e-mail para ltdathayde@gmail.com com seu CEP para calcularmos o envio!
Recomendo
✸ Este trecho da Lista das caminhadas mais longas da Wikipedia, para lembrar de que o mundo não é tão terrível assim e as coisas passam:
✸ O filme Três Anúncios para um Crime, de Martin McDonagh. Resolvi assistir porque amo a Frances McDormand desde Fargo (o filme de 1996) e sei que qualquer coisa com essa mulher ou vai ser uma delícia ou vai acabar comigo. E esse filme, por incrível que pareça, faz os dois. Nele, acompanhamos Mildred Hayes em sua decisão meio descabida e totalmente desesperada de alugar três outdoors numa estrada remota denunciando a ineficiência da polícia em resolver o crime horrendo cometido contra a sua filha no local. A partir daí, vários personagens interessantes — alguns deles encantadores e outros, profundamente falhos e quase irredimíveis — vão fazer a história andar para rumos completamente inesperados. A sensação que eu tinha era de que o filme não acabava, ele se transformava em outros filmes e eu adorei cada segundo.
Além da Frances (que ganhou vários prêmios de melhor atriz por esse papel), o elenco também conta com Woody Harrelson, Sam Rockwell e Peter Dinklage em atuações maravilhosas. É uma baita produção que equilibra muito bem os horrores que aborda e uma sensação de que a vida presta. Disponível da Disney+.

✸ A minissérie Desobedientes, de Mae Martin. Assim como no filme acima, também fui seduzida a ver a série por uma atriz foda, neste caso a Toni Collette. Cliquei porque vi o rosto dela na imagem de divulgação da tela inicial da Netflix e fui completamente sugada por dois dias, até terminar esse trhillerzão sinistro. Nele, acompanhamos as adolescentes Leila e Abbie, melhores amigas que são consideradas problemáticas por seus pais e escola e são mandadas para uma espécie de reformatório em uma cidadezinha interiorana. Completamente isoladas do mundo, elas ficam sujeitas ao sistema criado pela diretora Evelyn Wade, que tem uma quedinha por tortura psicológica e uso experimental de psicotrópicos. Paralelamente, acompanhamos o policial Alex, cuja esposa é ex aluna desse reformatório, enquanto ele tenta descobrir mais sobre o lugar.
A série me fez pensar no caso da escritora Helena Lahis e no filme Um Estranho no Ninho. É assustadora a facilidade com que é possível fazer alguém considerado indesejável desaparecer dentro de uma instituição.
Obrigada pela leitura! Sinta-se à vontade para deixar um comentário ou responder a este e-mail. Caso queira, você pode me pagar um cafezinho
Ou, se preferir, pode mandar um pix de qualquer valor para a chave ltdathayde@gmail.com, que vai alegrar meu dia.
Muito obrigada a Denise Noguti e Isa Maria pelo cafezinho! 💖
Até a próxima,
Laura.
instagram | portfolio | meu curso de quadrinhos | camisetas | mais camisetas | prints








Amey a tirinhas! Se tivesse uma camiseta ou caneca com a imagem, eu usaria com orgulho
Laura querida! Eu ainda não tinha encontrado sua news por aqui ;)
Por coincidência, eu sendo revisora de textos, me deparei justamente com essa edição (risos). E, sim, está tudo bem usar a liberdade poética pra escrever assim sem pontuação - e ficou perfeito! <3
Criei uma news nova essa semana para colocar em prática um projeto de leituras apenas de livros escritos por mulheres, se quiser começar a acompanhar... vou adorar sua leitura!
Um beijo 💋